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a repository of little bits and bytes of my life

Mar 16
Feeling Out of my Mind while listening to Alan Watts. / via img.skitch.com

Feeling Out of my Mind while listening to Alan Watts. / via img.skitch.com


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“It’s like you took a bottle of ink and you threw it at a wall. Smash! And all that ink spread. And in the middle, it’s dense, isn’t it? And as it gets out on the edge, the little droplets get finer and finer and make more complicated patterns, see? So in the same way, there was a big bang at the beginning of things and it spread. And you and I, sitting here in this room, as complicated human beings, are way, way out on the fringe of that bang. We are the complicated little patterns on the end of it. Very interesting. But so we define ourselves as being only that. If you think that you are only inside your skin, you define yourself as one very complicated little curlique, way out on the edge of that explosion. Way out in space, and way out in time. Billions of years ago, you were a big bang, but now you’re a complicated human being. And then we cut ourselves off, and don’t feel that we’re still the big bang. But you are. Depends how you define yourself. You are actually—if this is the way things started, if there was a big bang in the beginning— you’re not something that’s a result of the big bang. You’re not something that is a sort of puppet on the end of the process. You are still the process. You are the big bang, the original force of the universe, coming on as whoever you are. When I meet you, I see not just what you define yourself as—Mr so-and- so, Ms so-and-so, Mrs so-and-so—I see every one of you as the primordial energy of the universe coming on at me in this particular way. I know I’m that, too. But we’ve learned to define ourselves as separate from it.” by Alan Watts

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If I tried to make my own XKCD webcomic / via img.skitch.com

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another doodle / via img.skitch.com

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doodle

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Dec 5
“8.
DOUBT IS BETTER THAN CERTAINTY.
Everyone always talks about confidence in believing what you do. I remember once going to a class in yoga where the teacher said that, spirituality speaking, if you believed that you had achieved enlightenment you have merely arrived at your limitation. I think that is also true in a practical sense. Deeply held beliefs of any kind prevent you from being open to experience, which is why I find all firmly held ideological positions questionable. It makes me nervous when someone believes too deeply or too much. I think that being sceptical and questioning all deeply held beliefs is essential.”

Milton Glaser’s “Then Things I Have Learned”

http://www.miltonglaser.com/pages/milton/essays/es3.html


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Dec 4

Ambrósio, apetece-me algo!

Ou o acaso afortunado no mundo digital.

——
Uma questão que me têm ocupado o pensamento nos últimos tempos é a da serendipidade, ou a falta dela, nas interacções ser humano / computador.

Antes do mais deixem-me confessar algumas das minhas manias:

— Sou obsessivo/compulsivo no que toca ao meu computador e à forma como organizo os meus ficheiros.
— Preciso de ter um desktop (ou ambiente de trabalho) limpo a toda a hora, desprovido de icons.
— A minha dock (uso um Mac) precisa de conter o mínimo de programas possível, apenas os que corro constantemente.
— Interajo com o meu computador sobretudo através do teclado (com excepção das aplicações onde isso é impossível), usando o programa Quicksilver.

Não obstante estas particularidades da minha personalidade, consegui criar um sistema de interacção com o computador que me satisfaz particularmente, em que aquilo que preciso está literalmente sempre na ponta dos dedos e os passos que necessito dar para realizar a maior parte das acções é o mais reduzido possível.

O mesmo género de interacção é transposto para os meus hábitos de navegação na internet: O Google é o meu “launcher”, localizado logo ali no browser, ao lado da address bar. Uns batimentos de tecla e sou logo levado para uma lista simples do que será, provavelmente, o motivo da minha pesquisa.
Encontrando a página que procuro, o ir de encontro à informação é também relativamente simples: com um comando de atalho abro o menu de “Find” e escrevo as palavras principais que me levaram à procura daquela página. Nada mais fácil.

No entanto, esta forma de interacção com o computador e a internet é o equivalente a entrar numa livraria e ir directo ao livro que queremos, pegar nele, pagar e sair.

E qual é a piada disto?

A minha vida actual gira sobretudo à volta do computador: ele é a minha ferramenta de trabalho, fonte de informação e provedor de entretenimento. No entanto já me aconteceu, por diversas alturas, a um dado momento morto no trabalho, estar a olhar para o computador à espera que ele milagrosamente me mostre alguma coisa interessante para eu fazer, ou seja, não me ocorre nada particularmente interessante que queira fazer ou ver, mas ainda assim deposito confiança no computador para me entreter de alguma forma.

No entanto o computador ainda necessita que eu lhe diga especificamente o que quero ver ou fazer, não tem a capacidade de arbitrariamente me mostrar algo que ele considere adequado para a ocasião ou estado de espirito do momento.

Da mesma forma que quando pesquiso por qualquer coisa, seja no Spotlight, seja através do QuickSilver, seja pelo Google, sou eu o primeiro a fornecer especificamente aquilo que quero, não posso simplesmente dizer: “mostra-me algo giro!”, não, o input é sempre da responsabilidade do utilizador, cabendo ao sistema simplesmente cumprir as ordens. Não há cá nenhum “Ambrósio, apetece-me algo”! Neste caso, a senhora rica teria que pedir ao motorista exactamente aquele chocolate, ou pelo menos *um* chocolate.

Alguns motores de busca competidores do Google tentam satisfazer esta necessidade, como o recente Viewzi com o seu interessante sistema de navegação por resultados, muito visual. No entanto, este sistema sofre do mal de todos os outros motores de busca que não são o Google: não são o paradígma, não são gerais. Para além, claro, de não conter o à-vontade de pesquisa e de apresentação de informação que tem o de uma página branca com os links apresentados hierarquicamente.

viewzi.png

O excessivo número de opções presentes também intimidam o utilizador casual, fazendo com que o apelo instintivo de imagens em movimento seja substituído pela confusão da correcta utilização.

Semelhantemente, no Mac, surgiu uma aplicação que tenta trazer a serendipidade de volta ao sistema operativo, oferecendo-se como uma alternativa ao Finder: Leap, de Ironic Software.

Leap sugere uma navegação pelos nossos documentos e ficheiros, não por hierarquias, mas sim por informação específica a esses mesmos ficheiros: contextos e associações, por exemplo “aquele ficheiro Photoshop em que estive a trabalhar ontem”.

leap.png

Infelizmente, a boa ideia de Leap deixa de funcionar quando somos apresentados ao seu interface: uma salada russa de tags (que temos de acrescentar e/ou alterar para melhor utilizar a aplicação) e de menus que temos de dominar para conseguir encontrar aquilo que queremos: cedo lutámos contra o interface, tentado combinações possíveis para encontrar aquele documento que possivelmente já teria sido descoberto usando um sistema de hierarquia convencional.
Sim, é certo que uma mudança de paradigma implica um repensar de métodos e haverá naturalmente alguma resistência, especialmente após anos utilizando um sistema de pastas dentro de pastas, no entanto sinto que tudo isto poderia ser muito mais simples.

Há, no entanto, um serviço que tenho utilizado à pouco mais de um ano que se têm revelado um verdadeiro poço de serendipidade: o del.icio.us. Após conseguir ganhar o hábito de carregar no pequeno botão no browser “send to del.icio.us”, e de dar umas tags ou notas para melhor identificar o link, tenho a confiança que se algum dia sentir a necessidade de ver “qualquer coisa relacionado com…” terei informação no del.icio.us, seja nos meus favoritos pessoais, seja na consciência colectiva dos restantes utilizadores do serviço.

É verdade que o del.icio.us contínua a utilizar um sistema de tags (tal como o Flickr em relação a imagens, e o YouTube com vídeos), mas a inserção de informação para o del.icio.us é de tal forma simples que facilmente se torna segunda natureza guardar nele um link que tenhamos a sensação que poderá vir a ser interessante num momento futuro. Seria esta facilidade de adicionar tags e de as navegar que poderia tornar uma aplicação como Leap mais utilizável.

Penso que o meu objectivo final é ter a mesma reacção a olhar para o meu computador (ou a interagir com este) que tenho quando olho para uma prateleira na FNAC enquanto procuro um livro ou DVD: “Olha que interessante? Já não me lembrava disto…”, ou então descobrir que o que me apetecia mesmo naquela altura era um Ferrero Rocher.


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